
Eram 3h20 da manhã, dia 23 de outubro. Mais uma noite de insônia e cá estou eu com minhas preocupações. Puxa vida, amanhã, digo, daqui a pouco, tenho que levantar para me arrumar e seguir para o trabalho. Pego no batente às 7h, o que significa que preciso sair de casa às 6h30, o que quer dizer que me restam poucas horas de sono, isso se ele chegar.
Pego algumas das minhas inseparáveis revistas para folhear a fim de atrair o sono e vejo pela milésima vez aquela coluna de aconselhamento sentimental que tem toda revista, por assim dizer, “feminina” (o motivo das aspas, explicarei em um próximo post). Uma reclama do pênis do namorado, outra do parceiro que viaja nas férias sempre sozinho… e todas mantém aquela postura de vítima a que todos os consultórios sentimentais de araque relegam a mulher.
Ou ela se adequa ao comportamento do homem ou ela imita o comportamento do macho. Daí me vejo no meio termo e me dou conta de que tendo a ser uma mulher à moda antiga. Volta e meia esse pensamento me vem à mente e muitas vezes é como se estivesse fora da sintonia do que se entende como a mulher da contemporaneidade, em termos de comportamento, claro. Foi daí que surgiu a ideia de criar este blog. Da vontade de escrever sobre costumes, comportamentos, atitudes, escolhas, atividades que, percebo claramente, norteiam a mulher da minha geração.
Quero falar de mim mesma e do que observo nas mulheres ao meu redor, das coisas que penso e das reflexões que acumulo diante das contradições apresentadas pelo choque de comportamentos e princípios. Não é a tôa que me pego o tempo todo comparando minhas ações com as de mulheres de uma geração seguinte à minha. Natural que seja assim. Acontece o mesmo com amigas minhas, logicamente, aquelas que não estão lutando para se adequar a um modelo que parece mais moderno, mas que quase sempre faz sofrer à noite, no quentinho do travesseiro.
Rsrsr Obrigada, Esther. Estou em falta com meus leitores, mas em breve estarei de volta. Bjs